Lesados do BES. Memorando junta governo, CMVM e Banco de Portugal

Lesados do BES. Memorando junta governo, CMVM e Banco de Portugal

Memorando de entendimento com lesados do papel comercial é assinado esta esta quarta-feira em São Bento

O primeiro-ministro preside hoje, pelas 18.00, na residência oficial, em São Bento, à assinatura do memorando de entendimento que estabelece as bases para uma solução em relação ao papel comercial do Grupo Espírito Santo (GES).

Fonte oficial do executivo adiantou à agência Lusa que o memorando será assinado, além do Governo, por representantes da Comissão do Marcados de Valores Mobiliários (CMVM), do Banco de Portugal, da Associação de Indignados e Enganados do Papel Comercial (AIEPC) e do Banco Espírito Santo (BES).

A resolução da questão dos lesados do BES, pela emissão de papel comercial do GES, tem sido assumida como uma das prioridades de curto prazo do executivo socialista, que alega a urgência de se repor a confiança no sistema financeiro português. António Costa, assim como vários dirigentes do PS, lamentaram já publicamente o impasse em torno da resolução do problema dos lesados do papel comercial do GES - posição que foi interpretada como uma crítica à atuação do Banco de Portugal.

Fonte do Governo fez questão de salientar que hoje será assinado um memorando, com as bases negociais para um eventual entendimento, e não um acordo definitivo em relação ao papel comercial do GES.

Em causa estão 2.084 subscritores de papel comercial que reclamam 432 milhões de euros, sendo que esses clientes subscreveram papel comercial de empresas do GES mas vendido aos balcões do BES. O dinheiro foi quase completamente perdido aquando da 'implosão' de todo o grupo da família Espírito Santo, em 2014.

"É um pressuposto de boas intenções"

A associação que representa os lesados já admitiu por várias vezes que é provável que haja perdas para os clientes, que cada um poderá não conseguir recuperar tudo o que investiu, mas que irá lutar pelo "máximo possível".

Na semana passada, a associação dos lesados do Grupo Espírito Santo considerou que a reunião com os reguladores Banco de Portugal e CMVM, que teve lugar na terça-feira, tinha corrido bem, adiantando que em breve seria firmado o memorando que prevê a compensação dos clientes. Segundo explicou o presidente da Associação dos Indignados e Enganados do Papel Comercial (AIEPC), esse memorando de entendimento deveria ser assinado pelos reguladores e pelo Governo.

O responsável sublinhou, contudo, que não se "trata ainda da solução material", com o valor que os clientes receberão a servir para compensar pelo dinheiro perdido por ter investido em papel comercial do Grupo Espírito Santo (GES).

"É um pressuposto de boas intenções. É uma afirmação em que estamos todos de boa-fé, empenhados em arranjar uma solução o mais rápido possível", disse Ricardo Ângelo à Lusa, afirmando acreditar que até abril será possível fechar o acordo com o valor que será pago a cada cliente.


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